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quinta-feira, 24 de novembro de 2011

24 de novembro - Dia Nacional da Cultura Científica

Comemorou-se, na nossa escola, o Dia Nacional da Cultura Científica.
Pode visitar a exposição de trabalhos escritos e de ilustração do sistema solar, estes à escala, no átrio, à entrada da BE.
Os trabalhos foram realizados pelos alunos das turmas de 7º ano, no âmbito das disciplinas de Ciências (Físico-Químicas e Naturais), sob orientação dos professores Alexis Valente e João Quintela (respetivamente).
A BE aliou-se a este trabalho, expondo bibliografia sobre a mesma temática.
Esta exposição pode ainda ser vista através de um clique. Ora experimente:





terça-feira, 15 de novembro de 2011

Autor do mês - Manuel Alegre


Este mês, o destaque da nossa BE foi para o autor, quer de obras poéticas, quer de prosa, Manuel Alegre.

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Dramatização "Maria Castanha" Slideshow Slideshow

Na nossa BE, celebrou-se o Dia de S. Martinho: teve lugar a dramatização do conto (adaptado) "Maria Castanha", de Maria Isabel de Mendonça Soares.

Esta dramatização, sob a responsabilidade da professora Isabel Farinha, em Oficina das Línguas, foi realizada pelos alunos do 6º A, tendo como público os alunos do 4º ano, da EB de Pernes, e os do 5º B da nossa escola.
Para ver como foi, clique:






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quarta-feira, 26 de outubro de 2011

24 de outubro - Dia Internacional das Bibliotecas Escolares

Comemorou-se, no passado dia 24 de outubro, na nossa BE, o Dia Internacional das Bibliotecas Escolares.
Todas as turmas de 5º ano foram convidadas a conhecer a BE. Os "Amigos da BE" também estiveram de parabéns pelo seu voluntariado!
Aqui fica o registo:



A equipa da BE agradece a presença e a participação!

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Amigos da BE

Já estão apurados os novos amigos da BE!
A grelha de resultados encontra-se afixada no placar à entrada da BE e podes consultá-la também aqui!
A tomada de posse terá lugar no próximo dia 24 de outubro - dia das Bibliotecas Escolares!
Fica atento!

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Autor do Mês - José Eduardo Agualusa


No mês de outubro, a nossa BE destaca o escritor José Eduardo Agualusa. Venha visitar a exposição que lhe dedicamos e leia a sua obra!

Tomas Tranströmer - Prémio Nobel da Literatura - 2011

O poeta sueco Tomas Tranströmer é o Prémio Nobel da Literatura de 2011. Escreve sobre a morte, a história, a memória e é conhecido pelas suas metáforas.
No início do ano, o blogue Poesia Ilimitada, publicou quatro poemas do poeta sueco, que aqui transcrevemos:

HISTÓRIAS DE MARINHEIROS
Há dias de inverno sem neve em que o mar é parente
de zonas montanhosas, encolhido sob plumagem cinza,
azul só por um minuto, longas horas com ondas quais pálidos
linces, buscando em vão sustento nas pedras de à beira-mar.

Em dias como estes saem do mar restos de naufrágios em busca
de seus proprietários, sentados no bulício da cidade, e afogadas
tripulações vêm a terra, más ténues que fumo de cachimbo.

(No Norte andam os verdadeiros linces, com garras afiadas
e olhos sonhadores. No Norte, onde o dia
vive numa mina, de dia e de noite.

Ali, onde o único sobrevivente pode estar
junto ao forno da Aurora Boreal escutando
a música dos mortos de frio).
(1954)

A ÁRVORE E A NUVEM
Uma árvore anda de aqui para ali sob a chuva,
com pressa, ante nós, derramando-se na cinza.
Leva um recado. Da chuva arranca vida
como um melro ante um jardim de fruta.

Quando a chuva cessa, detém-se a árvore.
Vislumbramo-la direita, quieta em noites claras,
à espera, como nós, do instante
em que flocos de neve floresçam no espaço.
(1962)

DESDE A MONTANHA
Estou na montanha e vejo a enseada.
Os barcos descansam sobre a superfície do verão.
«Somos sonâmbulos. Luas vagabundas.»
Isso dizem as velas brancas.

«Deslizamos por uma casa adormecida.
Abrimos as portas lentamente.
Assomamo-nos à liberdade.»
Isso dizem as velas brancas.

Um dia vi navegar os desejos do mundo.
Todos, no mesmo rumo – uma só frota.
«Agora estamos dispersos. Séquito de ninguém.»
Isso dizem as velas brancas.
(1962)

PÁSSAROS MATINAIS
Desperto o automóvel
que tem o pára-brisas coberto de pólen.
Coloco os óculos de sol.
O canto dos pássaros escurece.

Enquanto isso outro homem compra um diário
na estação de comboio
junto a um grande vagão de carga
completamente vermelho de ferrugem
que cintila ao sol.

Não há vazios por aqui.

Cruza o calor da primavera um corredor frio
por onde alguém entra depressa
e conta que como foi caluniado
até na Direcção.

Por uma parte de trás da paisagem
chega a gralha
negra e branca. Pássaro agoirento.
E o melro que se move em todas as direcções
até que tudo seja um desenho a carvão,
salvo a roupa branca na corda de estender:
um coro da Palestina:

Não há vazios por aqui.

É fantástico sentir como cresce o meu poema
enquanto me vou encolhendo
Cresce, ocupa o meu lugar.

Desloca-me.
Expulsa-me do ninho.
O poema está pronto.
(1966)

Fonte: http://linhadeleitura.wordpress.com